ParoDiando

A MUSICALIZAÇÃO DA BIOLOGIA…

Embriologia: tema pouco explorado nos vestibulares

Posted by helenapecorelli em Outubro 6, 2008

Por conta de um programa muito extenso, a disciplina de biologia, invariavelmente e em qualquer escola, sofre graves problemas de “compactação”, quando não de verdadeiros cortes.
             É bom que fique claro que não se trata de um erro, mas, sim, de uma contingência, pois a cada ano temos que sintetizar, nos mesmos três anos do ensino médio, mais e mais conhecimentos adquiridos pela sociedade. Além disso, a Escola não se propõe apenas a “treinar” o aluno para o vestibular através de técnicas que não condizem com o processo de ensino e aprendizagem, mas busca contribuir para sua formação por completo.
              Por exemplo: quem discutia sobre transplantes, transgênicos ou clonagem há dez anos? No lugar de qual assunto eles entraram?
             Por outro lado, entretanto, devemos notar que os programas ou listas de conteúdos básicos fornecidos pelos principais vestibulares do país simplesmente não mostram cortes, apenas inclusões, o que gera tal “desencontro”. E aí começam as especulações sobre o que “cai ou não cai mais”.
             Uma das áreas eleitas por 9 entre 10 professores de biologia como pouco ou nada frequente em vestibulares é a embriologia, estudo do desenvolvimento embrionário dos organismos.
             Como educadora e bióloga, me preocupo muito quando faço essa análise, pois sei a importância e o encantamento que envolvem tal estudo.
             Na espécie humana, por exemplo, a transformação de uma simples célula inicial (zigoto), resultante da fusão entre espermatozóide e óvulo, em um organismo complexo e com muitos trilhões de células ao nascer é, no mínimo, fonte de grande curiosidade, diria até de necessidade para conhecermos mais sobre nossa espécie .
            Os tipos de ovos, as primeiras segmentações/clivagens (divisões celulares por mitose), a formação do arquêntero (“intestino primitivo”), o destino do blastóporo (boca ou ânus?), os dobramentos da ectoderme formando os primeiros esboços do complexo sistema nervoso entre outros, são conhecimentos importantes.
              Como ignorar a base da nossa origem, dos fantásticos processos de diferenciação celular que levam à formação de estruturas tão maravilhosas e distintas como coração e cérebro?
              Pois é, em síntese fica a dica de que embriologia tem, estatisticamente falando, poucas chances de aparecer nos vestibulares, mas conhecê-la é simplesmente fundamental para o estudo da biologia.

 

                                                                                                                     Helena Maria de Andrade Pecorelli

 

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