ParoDiando

A MUSICALIZAÇÃO DA BIOLOGIA…

BIOLOGIA COM ARTE !

Posted by helenapecorelli em Outubro 6, 2008

 

A trajetória percorrida ao longo de quase duas décadas permite, recortar, na memória, recordações que marcaram minha vida profissional e pessoal. Minhas vivências convergem para uma visão de Educação, pautada em valores permeados por instantes de incertezas, que geraram e ainda geram, questionamentos aos quais acredito e desejo realizá-los.

O amor pela Educação me dá forças e suporte para continuar acreditando que podemos fazer a diferença. Apesar de tantos entraves vividos por nós, docentes, impulsiona-nos a seguir nessa trajetória, investindo na descoberta de caminhos que tornam a aprendizagem mais significativa e divertida, a verdadeira aprendizagem, a aprendizagem dimensionada para o ser e o viver.

E nessa busca incessante por caminhos mais estimulantes e viáveis para estrutura educacional que possuímos, descobri as artes (plásticas, cênicas e a música) como grandes aliados na formação do ser e na construção do saber.

Cantar, modelar, dançar e interpretar são elementos que tornam o estudo da biologia mais leve e prazeroso, e as conseqüências dessa interação serão um saber concreto, construído com as próprias mãos.

Quanto mais nos aprofundamos no saber, mais percebemos a importância de vencermos as barreiras que nós mesmos construímos ao nosso redor.

Por meio desse conhecimento conseguimos evoluir e superar nossos limites, descobrindo habilidades que não sabíamos possuir.

Por exemplo, com a música, cada um que descobre sua voz fica mais bonito, mais seguro de si e com a auto-estima elevada. Fazer música, principalmente em grupo, no coletivo, traz a noção da importância da ordem e da disciplina, da organização, do respeito ao outro e a si mesmo. Usar a música com conteúdos previamente abordados favorece a aprendizagem destes conteúdos que se transformarão em conhecimento real.             

Com as artes plásticas desenvolvemos a capacidade de concentração, coordenação, síntese, criatividade, enfim aprimoramos mais ainda nossas potencialidades.

A mistura de tudo isso então? Um caldeirão cultural e uma aprendizagem real e significativa.

 

 

“O homem é o produto da sua vontade. Então, antes de mais nada,

ele será resultado de seu próprio progresso”.

(Jean-Paul Sartre)

 

Por, Helena Pecorelli

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Embriologia: tema pouco explorado nos vestibulares

Posted by helenapecorelli em Outubro 6, 2008

Por conta de um programa muito extenso, a disciplina de biologia, invariavelmente e em qualquer escola, sofre graves problemas de “compactação”, quando não de verdadeiros cortes.
             É bom que fique claro que não se trata de um erro, mas, sim, de uma contingência, pois a cada ano temos que sintetizar, nos mesmos três anos do ensino médio, mais e mais conhecimentos adquiridos pela sociedade. Além disso, a Escola não se propõe apenas a “treinar” o aluno para o vestibular através de técnicas que não condizem com o processo de ensino e aprendizagem, mas busca contribuir para sua formação por completo.
              Por exemplo: quem discutia sobre transplantes, transgênicos ou clonagem há dez anos? No lugar de qual assunto eles entraram?
             Por outro lado, entretanto, devemos notar que os programas ou listas de conteúdos básicos fornecidos pelos principais vestibulares do país simplesmente não mostram cortes, apenas inclusões, o que gera tal “desencontro”. E aí começam as especulações sobre o que “cai ou não cai mais”.
             Uma das áreas eleitas por 9 entre 10 professores de biologia como pouco ou nada frequente em vestibulares é a embriologia, estudo do desenvolvimento embrionário dos organismos.
             Como educadora e bióloga, me preocupo muito quando faço essa análise, pois sei a importância e o encantamento que envolvem tal estudo.
             Na espécie humana, por exemplo, a transformação de uma simples célula inicial (zigoto), resultante da fusão entre espermatozóide e óvulo, em um organismo complexo e com muitos trilhões de células ao nascer é, no mínimo, fonte de grande curiosidade, diria até de necessidade para conhecermos mais sobre nossa espécie .
            Os tipos de ovos, as primeiras segmentações/clivagens (divisões celulares por mitose), a formação do arquêntero (“intestino primitivo”), o destino do blastóporo (boca ou ânus?), os dobramentos da ectoderme formando os primeiros esboços do complexo sistema nervoso entre outros, são conhecimentos importantes.
              Como ignorar a base da nossa origem, dos fantásticos processos de diferenciação celular que levam à formação de estruturas tão maravilhosas e distintas como coração e cérebro?
              Pois é, em síntese fica a dica de que embriologia tem, estatisticamente falando, poucas chances de aparecer nos vestibulares, mas conhecê-la é simplesmente fundamental para o estudo da biologia.

 

                                                                                                                     Helena Maria de Andrade Pecorelli

 

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